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martes, 16 de abril de 2019

#hemeroteca #homofobia #violencia | Alex Fraga: Fundador do Grupo Gay de Lauro de Freitas, servidor público é morto a tiros

Imagen: Correio / Alex Fraga
Fundador do Grupo Gay de Lauro de Freitas, servidor público é morto a tiros.
Corpo, com sinais de tortura, foi encontrado num matagal em Simões Filho.
Bruno Wendel | Correio, 2019-04-16
https://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/fundador-do-grupo-gay-de-lauro-de-freitas-servidor-publico-e-morto-a-tiros/

Alessandro Bráulio Matos Fraga, 33 anos, era servidor público de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador. Trabalhava coordenando o Centro de Teste e Aconselhamento (CTA) – serviços de saúde na promoção da equidade de acesso ao aconselhamento e ao diagnóstico do HIV, das hepatites B e C e da sífilis. Ele, que ajudava a salvar vidas, foi assassinado no último sábado (13).

Ativista LGBT, Alex, como era conhecido, foi ex-presidente e fundador do Grupo Gay de Lauro de Freitas. Seu corpo estava num matagal na localidade de Pedreira, entre Simões Filho e Areia Branca, em Lauro. O carro dele, um Volkswagen Fox, foi encontrado a cerca de 100 metros do corpo. Parentes e amigos disseram que a vítima foi encontrada com marcas de tiro, estrangulamento e de pauladas na cabeça.

Segundo a Polícia Civil, as informações preliminares dão conta de que ele apresentava pelo menos mais de uma perfuração de tiro, mas a perícia do Instituto Médico Legal Nina Rodrigues (IML) precisará a quantidade de perfurações e se o corpo sofreu outros tipos de lesões. Detalhes da investigação não foram revelados.

Na manhã desta terça-feira (16), a Câmara Municipal de Lauro de Freitas prestou uma homenagem à Alessandro com uma moção de pesar – uma mensagem de condolências, em nome de toda a casa, pelo falecimento de uma pessoa de relevância social. “Ele merecia. Ficamos emocionados. Ele sempre foi uma pessoa do bem, gosta de fazer o bem”, declarou a tia de Alessandro, a dona de casa Maria Ivonete Fraga Neves, 61.

Bar
Alessandro bebia com amigas no Bar do Carioca, na Rua São Jorge, próximo ao centro de Lauro de Freitas, por volta das 20h. “Ele chegou a comprar quatro espetinhos comigo. Pagou e voltou para a mesa. Quando ficou pronto, fui lá levar, mas tinha muita gente na mesa e o bar também estava cheio, então não prestei atenção com quem ele estava”, contou Samuel Silva, 27, dono de um ponto de venda de espetinho que fica ao lado do bar.

A tia de Alessandro, Maria Ivonete disse que o sobrinho saiu do bar dizendo às pessoas da mesa que iria ao banheiro de casa. “Ele morava perto, mas não gostava de usar o banheiro do bar. Disse as amigas que voltaria. As amigas ligaram para ele por volta das 22h. Ele disse que estava voltando. No entanto, viram ele saindo com a camisa no ombro, falando ao celular, entrando no carro e indo em sentido contrário ao bar que estava bebendo”, relatou a Maria Ivonete.

Celular
Como demorava, as amigas de Alessandro que o aguardavam no bar voltaram a ligar às 22h40. “Mas o celular dele já dava na caixa. Elas insistiram e nada. Foi quando começaram a ficar preocupadas. Quando chegaram na casa dele, encontram a porta e as janelas abertas, como se ele estivesse saído rapidamente e voltasse logo, porque ele não tinha o hábito de deixar a casa aberta. Aguardamos por repostas e nada”, contou a tia.

Nas primeiras horas do sábado, parentes e amigos de Alessandro iniciaram buscas em hospitais e outras unidades de saúde e em locais possíveis onde a vítima pudesse ser encontrada em Lauro de Feitas. À tarde, decidiram ir ao IML, onde encontraram o corpo. “Não tive coragem de ver. Uma sobrinha que fez o reconhecimento. Estou tão abalada, que nem ao enterro tive condições de ir”, disse a tia. Alessandro foi enterrado no domingo em Lauro de Freitas.

Encontro
Coordenador do Programa Municipal de Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais, Franklin Silva, 38, era chefe de Alessandro. “Ele era um profissional excepcional. Um homem brilhante”, disse. Ele contou ao Correio que Alessandro foi visto no centro de Lauro de Freitas, momentos depois de ter saído do bar. “Eu não vi, mas me relataram que ele estava na companhia de dois homens. Depois disseram que o carro dele foi visto passando em Itinga, que é perto do Parque São Paulo, que dá acesso a Areia Branca, perto de onde o corpo foi encontrado”, declarou.

Homofobia
Apesar das circunstâncias do crime, a família de Alessandro não acredita em crime de homofobia. “Ele era muito querido por aqui. Todo mundo o conhecia. Era uma pessoa popular. Acredito que o mataram para roubar. O celular e a carteira dele não foram encontrados até agora”, declarou a tia da vítima Maria Ivonete.

No entanto, ativistas acreditam que o caso foi um crime de homofobia. “Era uma pessoa maravilhosa. Era do bem. Com energia super boa. Levando em consideração os relatos de como o corpo foi encontrado, ele apanhou, foi torturado e depois morto. Isso foi uma homofobia. Isso qualifica crime de ódio. Fico apreensiva. Infelizmente, ainda no Brasil ainda não existe criminalização da LGBTfobia. As mortes são crimes de ódio. Até um militante, ativista corre risco de morte. É preciso uma lei que criminalize a LGBTfobia. Mas tenho esperança. É preciso isso para que crimes como esses não fiquem impunes”, declarou Millena Passos, diretora da União Nacional (Una) LGBT e coordenadora do Grupo Gay da Bahia (GGB).

O caso é investigado pela 22ª Delegacia (Simões Filho).

martes, 31 de marzo de 2015

#libros #fotografia #prostitucion | Prostitución : retratos de una vida en la calle

Prostitución : retratos de una vida en la calle / fotografías de Rubén García ; textos de Rubén García, Pepe Frisuelos, Mamen Briz y Jesús Gironés ; poemas de Aníbal García y Pilar Barranco ; traducción de Gisela Mª Bastos, Gisela Díaz y Fernando Godinho ; con la colaboración de la Universitat Jaume I (UJI) y el apoyo del Centro Português de Fotografia (C.P.F.).
Almería : Rubén García (Imprenta Artes Gráficas M-3), 2015 [03].
120 p. : il.
Ed. bilingüe español – portugués.
ISBN 9788461735877 / 28 €

/ ES / PT / Fotografía
/ Almería / Andalucía / Prostitución / Testimonios

Es un libro en el que su autor, Rubén García, no ha necesitado irse al confín del mundo para documentar un hecho desgarrador, tan solo le ha bastado con acercarse a dos pasos de su casa, en Almería, para denunciar crudamente con fotografías y entrevistas una realidad que a nadie le es ajena, porque todos sabemos de su existencia. Este libro es un toque de atención, un grito para que volvamos la cabeza a nuestro alrededor y, en lugar de desviar la vista, tomemos consciencia.

El catálogo enseña "la cara más dura de la prostitución callejera en Almería, a través de retratos de desnudo y semidesnudo tomados en plena vía pública, mostrando a las prostitutas y a sus amigos, clientes y chulos posando de pie frente a la cámara en un contexto mínimo, y de una serie de entrevistas realizadas por el autor a las prostitutas", indica el fotógrafo en una nota. El autor se sirve de la fotografía para realizar su denuncia social y destacar la situación de precariedad económica, drogadicción y marginación que sufren las prostitutas, la mayoría inmigrantes. "El ataque de los delincuentes o la alta posibilidad de contraer enfermedades venéreas, son algunos de los principales riesgos con los que estas personas tienen que convivir diariamente", apunta García.

DOCUMENTACIÓN
La realidad de la prostitución callejera
Diario de Almería, 2015-03-29

http://www.elalmeria.es/article/almeria/1995165/la/realidad/la/prostitucion/callejera.html
Prostitutas, clientes y chulos
Exposición 'Retratos de una vida en la calle'
Sandra Morales | El Mundo, 2015-02-08
http://www.elmundo.es/comunidad-valenciana/2015/02/08/54d505f1268e3e61138b457b.html

sábado, 30 de noviembre de 2013

#livros #trans | Geografias malditas: corpos, sexualidades e espaços


Geografias malditas: corpos, sexualidades e espaços / Joseli Maria Silva, Marcio Jose Ornat e Alides Baptista Chimin Junior (orgs.)
Todapalavra, Ponta Grossa, Brasil : 2013 [11]
400 p.
ISBN 9788562450297

ENS / PT / REC
Brasil / Discriminación sexual / Identidad sexual / Testimonios / Transgénero / Transexuales / Travestis / Sexualidad / Sociología

Este livro constitui uma intervenção importante no estudo das geografias de gênero, sexualidade e do corpo. O título Geografias Malditas reflete a extensão em que travestis e transgêneros estão sujeitos a violência física e simbólica na vida cotidiana. Além disso, as experiências de travestis e transgêneros continuam significativamente pouco estudadas e marginais no âmbito das geografias de gênero e sexualidades. Essa marginalização torna o livro uma intervenção particularmente bem-vinda no debate geográfico sobre gênero e sexualidade.

Geografias Malditas está organizado em torno de três seções distintas. A primeira seção, “Geografias travestis, por elas mesmas”, consiste de capítulos de autoria de travestis, em que narram as suas próprias geografias. A segunda seção, “Trajetórias de conhecimento conjunto produzido pelo Grupo de Estudos Territoriais e as travestis”, foi escrita por pesquisadores acadêmicos que trabalham com travestis como voluntários em ONGs. A terceira seção, “Diversos espaços, múltiplas realidades trans”, inclui ensaios sobre geografias travestis e transgêneros escritos por estudiosos de fora do Brasil.

Geografias Malditas contém uma variedade de perspectivas sobre as geografias de travestis e transgêneros. O livro apresenta ensaios baseados em experiências vividas por travestis e transgêneros em um número de localidades que vão desde o Brasil e a Espanha até o Chile e a Nova Zelândia. Eles também examinam essas experiências em uma série de escalas espaciais - por exemplo, em cidades de pequeno porte, como Hamilton, Nova Zelândia, passando por cidades regionais, como Ponta Grossa, até chegar a cidades maiores, como Santiago de Chile. Também é notável que alguns capítulos contemplam as dimensões transnacionais das geografias de travestis e transgêneros. Por exemplo, o capítulo de Joseli Maria Silva trata da migração transnacional de travestis brasileiras para a Espanha. Este ensaio é baseado em entrevistas com travestis brasileiras profissionais do sexo a respeito de suas experiências cotidianas de vida na Espanha.

Um aspecto particularmente inovador deste livro é a primeira seção, em que travestis narram suas próprias experiências de espaço e lugar. As vozes de travestis, transgêneros e outras minorias sexuais estão muitas vezes ausentes das discussões acadêmicas, o que faz com que suas vidas possam ser coisificadas e exotizadas. É, portanto, uma contribuição particularmente importante deste livro que geografias travestis são abordadas a partir das perspectivas de travestis. Esta seção (e o próprio livro, de um modo mais geral) demonstra a necessidade de uma presença muito maior das vozes múltiplas e diversificadas de travestis e transgêneros dentro das geografias de gênero e sexualidades.

Geografias Malditas é um volume pioneiro de ensaios que faz uma intervenção original e inovadora nas geografias de sexualidades. O livro demonstra o dinamismo e a riqueza das geografias de sexualidades no Brasil. Ele também representa um desafio para as geografias de sexualidades, internacionalmente, no sentido de empenhar-se e reconhecer de maneira mais ampla a diversidade das experiências cotidianas de travestis e transgêneros.

ENLACES
Todapalavra | Geografias malditas: corpos, sexualidades e espaços
http://www.todapalavraeditora.com.br/produtos/detalhes/livros/geografias-malditas-corpos-sexualidades-e-espaos.html